quarta-feira, 11 de novembro de 2015

camila guimarães, jordana ferreira e kauany rodrigues

Argentina

Argentina é um dos países com melhor aprovisionamento de água potável, sendo que 15% da sociedade não tem acesso a ela. Na Cidade de Buenos Aires e nalgumas zonas da Grande Buenos Aires, mais de 250.000 pessoas não têm acesso à água segura e não contam com serviços de saneamento.
Na Argentina, por exemplo, a principal causa de contaminação em rios e cursos de água está relacionada com a descarga de esgotos nos afluentes sem qualquer tratamento. Há também a contaminação por pesticidas, fungicidas e fertilizantes é muito vasta e difícil de erradica que, no caso da Argentina tem o Alto Valle del Río Negro, produtor de frutas. As necessidades básicas da população não são o único, nem o mais importante fator de consumo do recurso.


Imagem: Cataratas do Iguaçu, Argentina



O caso da bacia do Rio de La Plata na Argentina, o terceiro rio mais poluído do mundo, é emblemático. Nele desaguam as águas da bacia Matanza ­ Riachuelo que nos seus 2.200 km2 atravessa 14 municípios da Grande Buenos Aires e da Cidade e conta com uma população de 7.266.000 de habitantes, dos quais 35% não tem acesso a água potável, 55% não tem saneamento e convive com 105 lixeiras a céu aberto. Para além das lixeiras e da água dos esgotos, outros agentes de contaminação são as 20.000 indústrias da bacia, entre frigoríficos e curtumes.



Imagem: Rio de La Plata na Argentina



POTABILIDADE



Turbidez
3 NTU
Cor
5 escala Pt-Co
Odor
Característico
pH
6,0 – 9,0





QUALIDADE AMBIENTAL

Na Argentina, o uso da água é extremamente variável. Há províncias que sequer têm seu código de águas, outras, como Mendonça, são quase um exemplo às outras nações. Apesar de apresentar um país rico em águas, a Argentina faz uso elevado da água subterrânea, chegando a extrair 30% dela. Enfrentam também problemas sérios em relação à qualidade, muitas vezes a água tem, em sua origem, elementos como arsênico e outros de elevada toxidade o que torna a água contaminada.
Na maioria dos casos, esta toxicidade se desenvolve naturalmente sob a forma de íons presentes na água subterrânea, mas em casos isolados, as pessoas também são parcialmente responsáveis pela contaminação. Mas, atualmente existe uma tremenda consciência nacional, e já estão trabalhando nesse sentido. A capital, Buenos Aires, não chega a perceber a falta de água em função do volume de água que chega e que é disponibilizada.


INDÚSTRIA

A agroindústria é o principal consumidor de água, representando 70%. A indústria argentina consome 20% e, claro, consome e contamina.
Já a auto exploração das águas pelas indústrias só aumenta o impacto ambiental dos rios e afluentes argentinos. Muitas indústrias depositam seus resíduos químicos, sólidos nos rios o que acaba prejudicando a população, e até mesmo a própria área da indústria devido a falta de água potável.
O Rio Matanza-Riachuelo, na Argentina, poluído por cerca de 5 mil fábricas que despejam esgoto nas águas do rio. Segundo o relatório da fundação Green Cross, um terço da culpa da poluição deste rio vem dos produtores químicos, que poluem a água com grandes quantidades de zinco, chumbo, cobre, níquel, além de outros metais pesados como consequência a população da região sofre de problemas intestinais e nas vias aéreas. 





Nas cidades argentinas, os mecanismos de sanções e multas mostram suas debilidades, com isso as indústrias não se preocupam em fazer o que deveria para ajudar na preservação das aguas e do meio ambiente, pois fica mais barato para as empresas pagar multas do que investir para alcançar um bom desempenho ambiental.
Um outro aspecto preocupa, disseram fontes cientificas consultadas pelo Terramérica: a qualidade das águas subterrâneas na zona sul é deficiente devido às altas proporções naturais de arsênico e flúor, o que torna mais urgente preservar o Ctalamochita como fonte segura de água.


PECUÁRIA

Um dos problemas da água do país é a contaminação de diversos mananciais, pelo aumento de sedimentos sólidos nos rios, devido à erosão causada pelo desmatamento para a pecuária e mau uso da terra, pela presença de pesticidas para plantações e devido à falta de tratamento dos afluentes. 

Há um grande índice de poluição da água por o nitrato e o nitrito que são originados por tratamentos agroquímicos do solo, preponderantes no clima úmido dos Pampas.  O subsolo tampouco escapou da contaminação. Ainda se verifica a contaminação natural por arsênico de certas águas do subsolo.




IRRIGAÇÃO




           O principal problema relacionado com a qualidade da água de irrigação é a salinidade. A salinidade da água refere-se à quantidade total de sais dissolvidos na água, mas não indica que os sais estão presentes.

               O alto nível de sais na água de irrigação reduz a disponibilidade de água para o cultivo (devido à pressão osmótica ), embora o solo pode aparecer molhado, e causa redução em produtividade .
               
Acima de um determinado limiar, a redução no rendimento da cultura é proporcional ao aumento do nível de salinidade. Diferentes culturas variam em sua tolerância à salinidade e, portanto, têm diferentes limiares e diferentes taxas de redução no desempenho.
               
               Os parâmetros mais comuns para determinar a qualidade da água de irrigação em relação à sua salinidade, são CE e TDS:
 
 TDS ppm e mg/L  
  CE dS/m   
  Risco de Sanilidade   
<500
<0.8
Baixo
500 – 1000
0.8 – 1.6
Médio
1000 – 2000
1.6 – 3
Alto
> 2000 
> 3
Muito Alto

 

RECREAÇÃO


O despejo de líquidos residuais está devastando o segundo rio mais caudaloso da província de Córdoba, no centro da Argentina, o Ctalamochito, ou Rio Tercero o que afeta a recreação em grande escala. Originada nos centros povoados e nos complexos fabris, a contaminação transforma as águas transparentes de suas nascentes em um caldo turvo e malcheiroso, em um percurso de quase 300 quilômetros complicando a vida dos cidadãos e a indústria.
A bacia do Rio Tercero começa nas proximidades do monte Champaquí – o mais alto da província, com quase 2,8 mil metros –, uma área com precipitações anuais em torno de 1.600 milímetros. Com um caudal médio de 27,17 metros cúbicos por segundo, banha 3,3 mil quilômetros quadrados e é uma das principais bacias hidrográficas de Córdoba.
Em sua bacia superior recebe numerosos afluentes que dão ao curso principal grandes volumes de água disponíveis para energia, irrigação e controle de cheias. Em seu trecho médio e inferior a água se destina principalmente ao abastecimento de 55 mil habitantes e em seu trecho baixo a irrigação de cultivos. E o rio também tem usos recreativos, com atraentes praias e locais de pesca que estão todos ameaçados pela poluição descontrolada.


PISCICULTURA

A área da piscicultura na argentina de alguns tempos para cá vinha apresentando índices de recordes de exportação, mais atualmente o cenário não é o mesmo, devido os altos índices de poluições das águas verifica-se um decaimento nestes índices e  também um aumento no custo de produção, especialmente na mão de obra. A indústria pesqueira argentina também está sujeita às variações dos preços internacionais para peixe e frutos do mar.
Pode-se dizer que a indústria pesqueira argentina está limitada, visto que não há um mercado interno expressivo para escoar a produção, em caso de problemas na exportação. Mas, por enquanto, os negócios na Argentina parecem mais interessantes vindos do mar do que do pasto. 
O governo atual está preocupado em manter o equilíbrio ecológico de seu meio ambiente. Na Argentina existe uma regulamentação específica que disciplina a entrada de novas espécies de peixes no país. Entretanto, isso não foi suficiente para impedir que as estrelas da aquicultura daquele país sejam a rã, o camarão da Malásia e a truta, todas espécies importadas.


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