camila guimarães, jordana ferreira e kauany rodrigues
Argentina
Argentina
é um dos países com melhor aprovisionamento de água potável, sendo que 15% da
sociedade não tem acesso a ela. Na Cidade de Buenos Aires e nalgumas zonas da
Grande Buenos Aires, mais de 250.000 pessoas não têm acesso à água segura e não
contam com serviços de saneamento.
Na
Argentina, por exemplo, a principal causa de contaminação em rios e cursos de
água está relacionada com a descarga de esgotos nos afluentes sem qualquer
tratamento. Há também a contaminação por pesticidas, fungicidas e fertilizantes
é muito vasta e difícil de erradica que, no caso da Argentina tem o Alto Valle
del Río Negro, produtor de frutas. As necessidades básicas da população não são
o único, nem o mais importante fator de consumo do recurso.
Imagem: Cataratas do Iguaçu, Argentina
O caso
da bacia do Rio de La Plata na Argentina, o terceiro rio mais poluído do mundo,
é emblemático. Nele desaguam as águas da bacia Matanza Riachuelo que nos seus
2.200 km2 atravessa 14 municípios da Grande Buenos Aires e da Cidade
e conta com uma população de 7.266.000 de habitantes, dos quais 35% não tem
acesso a água potável, 55% não tem saneamento e convive com 105 lixeiras a céu
aberto. Para além das lixeiras e da água dos esgotos, outros agentes de
contaminação são as 20.000 indústrias da bacia, entre frigoríficos e curtumes.
POTABILIDADE
Turbidez
|
3 NTU
|
Cor
|
5 escala Pt-Co
|
Odor
|
Característico
|
pH
|
6,0 – 9,0
|
QUALIDADE AMBIENTAL
Na
Argentina, o uso da água é extremamente variável. Há províncias que sequer têm
seu código de águas, outras, como Mendonça, são quase um exemplo às outras
nações. Apesar de apresentar um país rico em águas, a Argentina faz uso elevado
da água subterrânea, chegando a extrair 30% dela. Enfrentam também problemas
sérios em relação à qualidade, muitas vezes a água tem, em sua origem,
elementos como arsênico e outros de elevada toxidade o que torna a água
contaminada.
Na
maioria dos casos, esta toxicidade se desenvolve naturalmente sob a forma de
íons presentes na água subterrânea, mas em casos isolados, as pessoas também
são parcialmente responsáveis pela contaminação. Mas, atualmente existe uma
tremenda consciência nacional, e já estão trabalhando nesse sentido. A capital,
Buenos Aires, não chega a perceber a falta de água em função do volume de água
que chega e que é disponibilizada.
INDÚSTRIA
A
agroindústria é o principal consumidor de água, representando 70%. A indústria
argentina consome 20% e, claro, consome e contamina.
Já a
auto exploração das águas pelas indústrias só aumenta o impacto ambiental dos
rios e afluentes argentinos. Muitas indústrias depositam seus resíduos
químicos, sólidos nos rios o que acaba prejudicando a população, e até mesmo a
própria área da indústria devido a falta de água potável.
O Rio Matanza-Riachuelo, na Argentina, poluído
por cerca de 5 mil fábricas que despejam esgoto nas águas do rio. Segundo o
relatório da fundação Green Cross, um terço da culpa da poluição deste rio vem
dos produtores químicos, que poluem a água com grandes quantidades de zinco, chumbo, cobre, níquel, além de outros metais pesados como consequência a população da região sofre de
problemas intestinais e nas vias aéreas.
Nas
cidades argentinas, os mecanismos de sanções e multas mostram suas debilidades,
com isso as indústrias não se preocupam em fazer o que deveria para ajudar na
preservação das aguas e do meio ambiente, pois fica mais barato para as
empresas pagar multas do que investir para alcançar um bom desempenho
ambiental.
Um
outro aspecto preocupa, disseram fontes cientificas consultadas pelo
Terramérica: a qualidade das águas subterrâneas na zona sul é deficiente devido
às altas proporções naturais de arsênico e flúor, o que torna mais urgente
preservar o Ctalamochita como fonte segura de água.
Um dos
problemas da água do país é a contaminação de diversos mananciais, pelo aumento
de sedimentos sólidos nos rios, devido à erosão causada pelo desmatamento para
a pecuária e mau uso da terra, pela presença de pesticidas para plantações e
devido à falta de tratamento dos afluentes.
Há um
grande índice de poluição da água por o nitrato e o nitrito que são originados
por tratamentos agroquímicos do solo, preponderantes no clima úmido dos Pampas. O
subsolo tampouco escapou da contaminação. Ainda se verifica a contaminação
natural por arsênico de certas águas do subsolo.
IRRIGAÇÃO
O principal problema relacionado
com a qualidade da água de irrigação é a salinidade. A salinidade da água
refere-se à quantidade total de sais dissolvidos na água, mas não indica que os
sais estão presentes.
O alto nível de sais na água de
irrigação reduz a disponibilidade de água para o cultivo (devido à pressão
osmótica ), embora o solo pode aparecer molhado, e causa redução em
produtividade .
Acima de um determinado limiar, a redução no rendimento da cultura é proporcional ao aumento do nível de salinidade. Diferentes culturas variam em sua tolerância à salinidade e, portanto, têm diferentes limiares e diferentes taxas de redução no desempenho.
Os parâmetros mais comuns para determinar a qualidade da água de irrigação em relação à sua salinidade, são CE e TDS:
TDS ppm e
mg/L
|
CE
dS/m
|
Risco de
Sanilidade
|
<500
|
<0.8
|
Baixo
|
500 – 1000
|
0.8 – 1.6
|
Médio
|
1000 – 2000
|
1.6 – 3
|
Alto
|
> 2000
|
> 3
|
Muito Alto
|
RECREAÇÃO
O
despejo de líquidos residuais está devastando o segundo rio mais caudaloso da
província de Córdoba, no centro da Argentina, o Ctalamochito, ou Rio Tercero o
que afeta a recreação em grande escala. Originada nos centros povoados e nos complexos
fabris, a contaminação transforma as águas transparentes de suas nascentes em
um caldo turvo e malcheiroso, em um percurso de quase 300 quilômetros
complicando a vida dos cidadãos e a indústria.
A bacia
do Rio Tercero começa nas proximidades do monte Champaquí – o mais alto da
província, com quase 2,8 mil metros –, uma área com precipitações anuais em torno
de 1.600 milímetros. Com um caudal médio de 27,17 metros cúbicos por segundo,
banha 3,3 mil quilômetros quadrados e é uma das principais bacias hidrográficas
de Córdoba.
Em sua
bacia superior recebe numerosos afluentes que dão ao curso principal grandes
volumes de água disponíveis para energia, irrigação e controle de cheias. Em
seu trecho médio e inferior a água se destina principalmente ao abastecimento
de 55 mil habitantes e em seu trecho baixo a irrigação de cultivos. E o rio
também tem usos recreativos, com atraentes praias e locais de pesca que estão
todos ameaçados pela poluição descontrolada.
A área
da piscicultura na argentina de alguns tempos para cá vinha apresentando
índices de recordes de exportação, mais atualmente o cenário não é o mesmo,
devido os altos índices de poluições das águas verifica-se um decaimento nestes
índices e também um aumento no custo de
produção, especialmente na mão de obra. A indústria pesqueira argentina também
está sujeita às variações dos preços internacionais para peixe e frutos do mar.
Pode-se
dizer que a indústria pesqueira argentina está limitada, visto que não há um
mercado interno expressivo para escoar a produção, em caso de problemas na
exportação. Mas, por enquanto, os negócios na Argentina parecem mais
interessantes vindos do mar do que do pasto.
O
governo atual está preocupado em manter o equilíbrio ecológico de seu meio
ambiente. Na Argentina existe uma regulamentação específica que disciplina a
entrada de novas espécies de peixes no país. Entretanto, isso não foi
suficiente para impedir que as estrelas da aquicultura daquele país sejam a rã,
o camarão da Malásia e a truta, todas espécies importadas.
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